Pessoal

Meu nome é Eduardo Lacorte, nasci em 23/12/1982, moro em Santo André (SP) e trabalho com desenvolvimento de web sites. Verdade seja dita, nem sempre foi assim…

Venho de família simples, e tive a sorte de ter boa educação. Meus pais (Pedro e Jacy) se empenharam em me dar uma boa formação escolar, e assim sendo, estudei meu primeiro grau praticamente inteiro no Liceu Monteiro Lobato, de Santo André. Confesso que essa foi a base necessária para que eu entrasse na concorrida ETE Lauro Gomes para o curso de Processamento de Dados (na época chamado Colegial Técnico).

Em parte da época da ETE (1996 a 1999) eu trabalhei com o meu pai no negócio de discos de lixadeira (abrasivos), pois ele não podia pagar um funcionário. Não vivíamos precariamente nem nada, mas funcionário não dava. Era só eu e ele, pois meu avô falecera em 96. Trabalhei com o meu pai de 1995 a 1998, e me formei em 1999.

Por grana, não fui para a faculdade. Por burrice, não entrei em uma USP da vida (tá, não é burrice, mas não entrei, e nem preparo para isso eu tinha). Fiquei um tempo desempregado, quando em Março, Abril de 2000 eu tomei uma decisão: como já mexia com sites desde o final da escola técnica, bati à porta de um buffet na esquina de casa e ofereci um serviço de sites por CEM REAIS! O que a dificuldade não faz com uma pessoa, né? A ideia foi a seguinte: preciso de um site para o meu portfólio, e preciso de dinheiro. Logo, um site praticamente de graça seria uma saída excelente!

Deus existe, pois de quebra consegui o meu primeiro emprego. Fiquei chateado porque o menino que trabalhava no buffet precisava mais do que eu, mas a minha noção de computação e escritório era maior, e ali aprendi que mercado é assim: vence quem tiver o melhor preparo e oferecer o melhor serviço.

Fiquei no buffet um mês e meio. Trabalhei que nem burro em canavial, pois fazia entregas de bolos e salgados também. Estava em época de alistamento militar, e como por lei não poderia ser mandado embora nem descontado em caso de falta por obrigações com o Serviço Militar, aproveitei um desses dias para procurar estágio, e achei no CIEE uma vaga para instrutor de informática… do lado de casa!

A escola chamava-se Destak Informática e Idiomas, e passei na entrevista. O Hugo (hoje grande amigo meu) me contou tempos depois que me contratou porque eu entendia de web. Foi uma época excelente, de grandes amigos, simplicidade absoluta e começo profissional. A época era tão fraca de grana que eu e o Hugo juntávamos as moedas para comprar uma pizza e uma Coca na padaria aos sábados. Ele tinha os copos e talheres na casa dele nos fundos de um vizinho meu e eu arrancava quase meio quilo de chocolate da atendente da padaria. Sobrevivência, não pecado…

De lá da Destak, onde fiquei apenas um ano, arrumei um emprego como web designer, na AlfaData. O Adriano, hoje grande amigo meu, foi o meu chefe, e aprendi demais lá. Servidores, lidar com programação, clientes, etc. Uma boa época também, onde por um ano e meio cresci muito. Foram os meus primeiros sites profissionais. Saí de em 11/2002 porque a demanda de serviços web não era alta, pois o foco da AlfaData era Desktop. Pedi as contas, e saí numa boa. Foi a decisão da minha vida.

Comecei a me virar em casa, trabalhando para a própria AlfaData como freelancer e para clientes pessoais, trazidos pelo Emerson Camellini, outro grande amigo e um contato ou outro. E com o dinheiro conquistado a duras penas e sacrifícios, pagando contas em casa e me virando, veio a Impacta.

Parcelei, me desdobrei, me virei, e fui fazer cursos de Photoshop, SQL e ASP na Impacta. Lá conheci pessoas que não sei se por Deus ou merecimento acabaram por me dar oportunidades valiosíssimas: Mozart Fernandes e Roberto Rodrigues.

Através do Mozart veio o site da Vanessa da Mata e o emprego na Impacta em Maio de 2004 para dar aulas de web, e lá passei a ministrar mais treinamentos, chegando a um total de sete (XHTML com Tableless, Dreamweaver Básico, Avançado, Flash Básico, Introdutório à ActionScript 3.0, Photoshop Ferramental e JavaScript), e por consequência minha ascenção profissional. Já dentro da Impacta reencontrei o Roberto, que me fez um convite para trabalhar por dez meses na Cincom Systems com Call Center, SQL, ASP, onde pude aprimorar minha experiência. Devo muito aos dois. E após a Cincom (06/2006 a 04/2007) veio a empreitada da minha vida até o momento: a Ellemento.

Em uma mesa de bar nasceu a ideia e o nome da empresa. Eu já tinha o nome em mente, e junto com o Hugo (sim, o meu primeiro chefe), montei a logomarca. A ideia da Ellemento se baseia na simplicidade e alto custo das lojas de roupas da Vila Nova Conceição e um nome de algo que todos falam mas ninguém consegue definir (o que é elemento?). Porém por contratempos não abrimos a empresa, e vim a abrir com outros dois sócios. E junto com esses dois sócios abri a Ellemento, próximo ao bairro da Saúde, em São Paulo. Eram três focos: Web, Design e Vídeo. Até hoje não sei se por destino, imaturidade ou objetivos diferentes, a primeira tentativa não deu certo. Seis meses depois separamos a sociedade, segurei a empresa, saí com 18 mil reais de dívidas (pessoais e da empresa) e quitei depois de um ano. E me apronto para a segunda tentativa… agora não me permitindo mais errar.

E assim vem sendo, desde 2004. Através do Mozart veio a Impacta, e através da Impacta grande parte dos meus contatos profissionais e trabalhos realizados, e disso veio a Ellemento e muito mais virá por aí. Assumo também que a vida não é feita apenas de sucessos e flores, e com isso digo aqui que fracassei onde não poderia fracassar, caí, levantei, voltei, briguei e entre acertos e tropeços estou aqui, contando isso com o maior orgulho do mundo, e meus sinceros agradecimentos a Deus por me dar o bem mais valioso que se pode ter na vida: amigos.

Para não dizer que não lembrei de outros amigos, aqui vão alguns: meu irmão (meu maior amigo), Gerson, Carol (prima-irmã), Nariz, Buss, Denão (o grupo Lyxus), Zacarias, Diniz, Casarino, Rita, Dan Santana, Taís, Ana, Gi, Hugo, André, Denise, Pri Jacovani… e os outros que sabem que são grandes amigos meus. Não precisaria citar nenhum desses nomes.

E por último e mais importante: os meus pais. Sem eles eu não seria nada. Problemas e desavenças todos têm. O que importa é o que e quem carregamos no coração. Amo incondicionalmente.

Em “poucas palavras”, está escrito o link “Pessoal”.

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